DA RENDA FIXA PARA A VARIÁVEL
COMO MIGRAR DA

RENDA FIXA PARA A RENDA VARIÁVEL

Houve um tempo em que quase não se falava em bolsa de valores. Eram poucas pessoas que investiam em renda variável, investiam em ações ou em tantos outros produtos a disposição em nossa bolsa.

Porém esse cenário está mudando e está crescendo cada vez mais rápido o número de novos CPFs cadastrados na B3 e, nesse cenário, surge um tipo de investidor que acaba sofrendo com algumas dúvidas. Que é aquele investidor que já formou uma reserva na renda fixa e somente agora está conhecendo a renda variável.

E como deve acontecer essa migração? É esse o assunto deste artigo!

 

UM DOS MOTIVOS

Essa dúvida é muito comum, porque, até um tempo atrás, não se falava tanto em bolsa de valores e agora tem crescido muito o número de novos investidores nessa modalidade.

Por que está acontecendo isso? Por conta da nossa taxa básica de juros, a Selic. No passado tínhamos uma taxa que era o verdadeiro paraíso do investidor de renda fixa.

Em 2015 para 2016, a taxa Selic chegou aos patamares de 14,25% a.a.

Veja a imagem abaixo retirada do portal G1

Então você investia em um Fundo de renda fixa, CDB, etc. E via seu dinheiro render muito. No entanto essa festa acabou e hoje a taxa Selic está na casa dos 6% a.a. e para você encontrar investimento de renda fixa com bons rendimentos, ainda assim renderá 6, 6,5 ou, no máximo, 7% a.a.

Esse novo cenário de redução na taxa de juros é que faz com que muitos investidores, que já investiam em renda fixa, procurem por investimentos que sejam mais rentáveis. Nessa procura acabam descobrindo a bolsa de valores e então que surge a grande dúvida:

 

COMO MIGRAR DA RENDA FIXA PARA A RENDA VARIÁVEL?

 

Pra você que está com essa dúvida, a primeira coisa a se conscientizar, é que a renda variável não é tão simples quanto a renda fixa.

Na renda fixa você coloca o seu dinheiro lá, o risco é muito baixo e o rendimento é garantido. Já na renda variável o investidor investe em negócios, como o investimento em ações, por exemplo.

É como a padaria do seu bairro. Se for bem administrada pode multiplicar o seu valor em alguns anos, mas se não for, pode penar por 2 ou 3 anos e fechar as portas.

Isso é importante entender quando se tem o objetivo de investir em ações. Veja que o risco é maior e por isso exige mais conhecimento.

Outra forma de investir em renda variável é através de Fundos Imobiliários, que são cotas de um conjunto de imóveis. Nesse caso o risco seria da perda de inquilinos e da variação no valor do imóvel, muito similar ao investimento em imóveis da forma tradicional.

Observe então que, não tem como você, que nunca investiu nessas classes de ativos, chegar nesse mercado e já fazer uma migração imediata.

 

O CAMINHO

É necessário que você faça uma migração gradativa, pra que você leve isso como um estágio e tenha tempo de aprender.

Vamos imaginar que você tenha R$100 mil investidos em renda fixa. Uma sugestão é pegar R$1 mil (1%) do seu patrimônio e colocar na renda variável e continue estudando. Vá fazendo isso lentamente.

Para acelerar o processo, faça cursos de investimento em renda variável, (Temos um curso que te ajudará muito nessa questão, clique aqui para conhecer) busque vídeos no Youtube, leia artigos sobre o assunto e com isso você perceberá que, depois de uns seis meses de estudo, você estará muito mais preparado para fazer essa migração.

Dessa forma, você mesmo, investidor, investidora, estará preparado para decidir quantos % do seu capital será alocado em renda variável.

 

MEU CASO

Eu por exemplo, mantenho 20% da minha carteira em renda fixa e 80% em renda variável, mas é porque a experiência que eu tenho em renda variável, me permite investir com esse percentual de alocação.

Agora, você que é um investido de renda fixa e chegou agora na variável, não é recomendado que invista com uma distribuição desse tipo. Até porque você não está acostumado com a dinâmica de preço dos ativos. Você está acostumado a esperar um ano para ter uma variação de 6, 7 ou 8% em sua carteira e é sempre para cima.

Já na renda variável, pode acontecer variações dessa proporção no prazo de uma semana, tanto para cima quanto para baixo e essa variação não é nada que assuste um investidor experiente nessa classe de ativos.

Então se você não tem essa experiência ainda. A ultima coisa que você tem que ter, é pressa em fazer essa migração.

Comece com 1% e vá aumentando conforme for adquirindo conhecimento. É o tempo e a experiência que te proporcionará tranquilidade para investir em renda variável.

Enfim, você que chegou até o fim deste artigo, deixe aí nos comentários, qual a distribuição da sua carteira entre renda fixa e renda variável.

 

Bons investimentos!

Leandro Cabral

 

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5 Comments

  1. Edson disse:

    Sempre investi em renda fixa(LCI, CDB, CRI e Tesouro) e após vencimento de um CRI resolvi aportar 10 % dos meus investimentos em renda variável sendo 50% em FII e outros 50% em empresas da bolsa. Achei muito difícil escolher cada ativo. São muitas variáveis a se considerar! Contudo estou muito animado e tendo a certeza que o caminho é longo.

  2. Mauro Santos disse:

    Por enquanto, estou 100% na renda fixa, dividido entre LCA e tesouro SELIC, mas já estou sentindo a necessidade de migrar pra renda variável. Pra isso pretendo fazer seu curso. Tem cupom de desconto? Gde abraço.

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