Estamos investindo mais, mas não podia ser melhor? Entenda

Estamos investindo mais, mas não podia ser melhor? Entenda

Estamos investindo mais, mas não podia ser melhor? Entenda

A experiência social compartilhada por todos nós neste último ano nos tem ensinado em tons de cinza o quanto que boa parte daquilo que acreditamos pode ser posto à prova assim, de repente. Você aguardava uma promoção, mas dispensado, acabou aceitando um novo trabalho para ganhar menos. Imaginava que seus filhos iriam estudar em escolas particulares até o terceirão. Não se deu conta de que está à beira de um divórcio. Com a urgência do dia, a viagem remarcou o calendário. De repente, você percebeu que parte dos vagões do seu trem estão prestes a descarrilar – e com você dentro

Não estava preparado para isso! Ó vida, ó céus!

 

O maior vilão por trás de toda esta pandemia de dificuldades não será aplacado com doses da CoronaVac, a menos é claro, que o seu problema se restrinja às causas e efeitos da doença.

Cada um sabe onde os seus sapatos apertam. Nossas crenças sobrevivem, e na agenda de nossos hábitos muitas coisas seguem permanecendo. Estudar e empreender. Melhorar a alimentação e praticar mais exercícios. Seguir em frente. É a garra de todo o brasileiro que se preza. Mas eis que surge uma nova crença, antes praticamente despercebida na multidão, mas que agora vem sendo costurada no tecido da dificuldade e na experiência da privação: a necessidade do planejamento financeiro e a atenção mais interessada quando o assunto é dinheiro.

 

Ostra feliz não produz pérola

 

Mas é cedo para comemorações. Um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), mostrou que menos da metade dos brasileiros (44%) tinha algum saldo aplicado em produtos de investimento em 2019, segundo os dados mais recentes disponíveis pela entidade. E também não podemos deixar de mencionar que a maior parcela deste percentual aplica suas economias na poupança (84,2%), que com a taxa de juros em baixa, “rende” menos ainda.

Tema ainda muito negligenciado, constatamos que são poucos os que tomam atitudes financeiras enquanto cultura adquirida através do aprendizado para a realização dos seus objetivos de vida. Para nossa surpresa, porém, nossos olhos vem testemunhando um despertamento ainda sutil, mas consistente, pelas imensas possibilidades que investimentos adequados são capazes de trazer.

Os brasileiros estão sim um pouco mais atentos e interessados em como lidar melhor com o seu dinheiro e investi-lo para além de suas crenças culturais limitantes, o que significa que aos poucos se vai aceitando outras formas e maneiras de aplicar seus recursos, sem que as orientações venham, necessariamente, pelo gerente do seu banco. 

 

Nós ainda não temos um cultura de investimentos

 

O percentual dos brasileiros que investem aponta crescimento na comparação com os dois anos anteriores da pesquisa (edições de 2018 e 2017), quando 42% aplicavam em algum produto de investimento. É de se esperar, portanto, que nas próximas edições do Raio X do Investidor Brasileiro, as notícias sejam ainda mais promissoras, inclusive no tocante à diversificação de aplicações financeiras, que hoje estão, majoritariamente, concentradas na velha caderneta de poupança. A tabela abaixo demonstra que a distribuição é ainda muito disforme.

 

Tabela Raio X do Investidor Brasileiro, 3a Edição. Em: https://www.anbima.com.br/pt_br/especial/raio-x-do-investidor-2020.htm#Quem

 

Apesar disso, o leitor atento irá perceber que, de 2017 para 2019, a aplicação na caderneta vem perdendo pontos percentuais. Ponto para o brasileiro. Por outro lado, aplicações tidas como “arriscadas demais” (como as ações) ainda são vistas como vilãs e ainda há muito trabalho a ser feito, para que o brasileiro descubra nelas seus tesouros escondidos e perca o medo de investir.

E o que está por trás deste despertar? O melhor professor da vida, escreveu alguém, é a experiência. Ela cobra caro, mas explica bem. De repente nos demos conta de que não é de tão pequenino é que se torce o pepino, e para ajudarmos as pessoas que mais amamos, teremos que colocar primeiro em nós mesmos a máscara da saúde financeira.

 

Está na hora de você colocar a sua vida nos trilhos

 

Assuma controle por todo o percurso. Calibre sua bússola e concentre suas atenções naquilo que dá certo. Não sabe por onde começar? Informação de confiança é o que lhe falta? Como distinguir o caminho diante de tantas vozes? Com a popularização do tema, graças aos excelentes blogs, canais e cursos que encontramos pela Internet, somado aos milhares de livros que tratam de modo acessível sobre o tema, não investir alegando desconhecimento não é mais uma opção válida. Será mais adequado encontrar outra desculpa ou, o que esperamos com expectativa, dar o primeiro passo.

 

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7 Comments

  1. Tucrani disse:

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  2. Tucrani disse:

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  3. Mauro Roman disse:

    Muito boa análise! Eu comecei a investir em ações há cerca de 5 anos e me arrependo de não ter começado antes. Mas não tínhamos a quantidade de informações que temos hoje e as facilidades que o mundo da comunicação nos fornece atualmente. Tenho tido bons resultados , embora ainda seja um investidor tímido. Mas esta timidez se deve mais à impossibilidade material, pois ainda tenho compromissos antigos a saldar, do que falta de confiança. E tenho observado que muita gente está acordando para a imprtância da diversificação dos investimentos: quando comecei, meus conhecidos me olhavam de modo estranho, como se eu dissesse que estava
    entrando para o mundo do pôquer. Mas hoje cada vez mais vejo pessoas se familiarizando com o funcionamento do mercado, estudando, tentando aprender. E graças a iniciativas como a do canal 500 pratas, muita gente está aprendendo e entrando neste novo mundo, o que é bom para todos! Parabéns!

  4. Sergio Paulo Flores disse:

    É, sem dúvida, uma questão cultural. Enquanto estrangeiros falam em ações, nossa tradição fala em poupança, mesmo que seja negativa…

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