Investir ou não investir?

Investir ou não investir? (parte 2)

2 de novembro de 2019

Olá investidores,

Estamos aqui na parte 2 do artigo e falaremos sobre o que fazer após entender e seguir o ciclo que mudará sua vida nos investimentos. Caso você não tenha visto o artigo, veja clicando aqui.

Revisando o que vimos, temos que colocar os quatro passos em ação: evitar/eliminar dívidas (1), aumentar a nossa renda (2), estudar (3) e fazer networking (4).

Esses são passos que realizaremos constantemente ao longo de nossas vidas, então é um processo contínuo (alguém lembrou o ciclo PDCA? – Plan, Do, Check, Act = Planejar, fazer, verificar, agir)

Agora que entendemos o básico, podemos partir para uma segunda etapa: criar a mentalidade do investidor. Estou certo que isso é muito mais importante do que conhecer milhares de produtos e saber vários indicadores de ações/fiis ou onde tem o ativo de renda fixa mais atrativo.

Porque eu digo isso? A mentalidade é a forma que você vai executar a estratégia e dominar o emocional. Ta… mas o conhecimento técnico? Claro que o conhecimento é importante e vai ajudar a criar estratégia e identificar bons ativos, porém, tudo isso não vai ser tão útil se sua mentalidade não estiver bem definida (comumente chamamos de “blindada”). Na hora do sufoco, seu emocional vai ser o fator determinante do sucesso ou do fracasso. O grupo fechado 500 pratas, também ajuda a “blindar” nossa mentalidade clique aqui e saiba mais.

Quando tudo está desabando e seu emocional entra em xeque…

 

A mentalidade do investidor segue a linha de que nossa renda deve ser excedente para que essa porção seja direcionada ao investimento. Em um primeiro momento pode ser tentador você querer utilizar essa quantia em algo interessante para você ou alguém que você goste. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto… (rsrs) isso não deve ser feito de qualquer maneira, mas sim com planejamento. Discutiremos isso futuramente quando falarmos de pagar a si, sem pressa, pequeno gafanhoto.

Primeiramente é interessante criar uma reserva de emergência, essa é uma reserva que trará a liberdade financeira (diferente de independência financeira). Basicamente é um valor que você separa relativo ao seu custo mensal. Uma faixa bacana de utilizar é de 3x a 6x o seu custo mensal. Não entendeu? Vamos lá que eu te ajudo: imagine que seu custo mensal é de R$ 2.000,00, logo um bom valor de reserva de emergência seria de 6.0000 a 12.000.

Aí vêm as perguntas: mas para que raios eu tenho que montar essa reserva? De 3 a 6 vezes, tudo isso ? → Eu quero começar a investir e ficar rico!!

Reserva de emergência???

Bom, essa reserva serve para várias coisas. Posso citar as mais comuns: uma futura perda do emprego, um evento inesperado com necessidade financeira ou algum problema de saúde que necessite utilizar um valor razoável em curto prazo.

Como futuros investidores, devemos ter a ciência que não temos controle da maioria das coisas que acontecem em nossas vidas e o mesmo é válido para os investimentos, por esse motivo é que temos que diminuir os riscos até um patamar que seja confortável para nós. Mais uma vez observamos que o mundo dos investimentos se cruza com o nosso dia a dia. E sem “querer” a gente já começa a fazer o tal gerenciamento de riscos.

Outro fator importante dessa reserva é que ela vai impedir, ou ao menos adiar, a retirada do dinheiro que está investido. Devemos lembrar que não podemos contar com o dinheiro que foi direcionado aos investimentos; pense que é um dinheiro inexistente e tudo que você tem é a sua renda mensal (descontado o aporte) mais a sua reserva de emergência. Para ficar claro vou expor mais um exemplo:

Você ganha 2.000,00 líquido por mês (já retirado os descontos de impostos), e poupa 15% desse valor (300,00), logo, você só pode contar com 1700,00 em cada mês.

O que a maioria faz (o brasileiro médio, e me incluo aqui) é separar o valor poupado em duas contas: uma para a reserva e outra para aporte no investimento. Pegando o caso acima, poderia separar os 300 em = 250 para investir e 50 para a reserva de emergência → anualmente você teria 3.000 reais investido e 600 reais em emergência.

 De grão em grão, o patrimônio cresce!!!

No início parece pouco e é por isso que o aumento da renda acaba sendo importante. Como falamos no artigo anterior, esse aumento de renda pode vir de várias formas, posso citar algumas:

  • Melhorando sua posição no mercado de trabalho: se você consegue subir na sua carreira, você passa a ganhar mais. Seja no emprego atual, seja trocando de emprego.
  • Conseguindo um segundo trabalho: realizando uma segunda atividade, seja ela diária ou esporádica você terá uma renda adicional (por exemplo, trabalhar em eventos, consertar computadores, gerenciar websites, realizar consertos domésticos…).
  • Empreendendo: empreender pode ser uma forma de você conseguir aumentar a sua renda e fazer você trabalhar no próprio negócio.

Como vocês veem, não há fórmula mágica, mas sim trabalho, dedicação e muita persistência.

E por hora eu encerro, mas logo continuaremos esse assunto.

Até!!

por Bryan Reis

 

Aahhh, se você chegou até aqui eu vou explicar a diferença de liberdade financeira e independência. Resolvi escrever aqui para não bagunçar o nosso raciocínio, já que é muita informação.

Liberdade financeira basicamente é você não se preocupar se ocorrer algum imprevisto que necessite de recurso financeiro (lembra os exemplos da utilização da reserva de emergência?).

Já a independência é quando sua renda passiva mensal é suficiente para pagar todas as suas contas, em outras palavras, você não precisa mais do seu salário para sobreviver

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