O Tal do risco

O Tal do risco

25 de novembro de 2019

Olá Investidores !

Bom dia, boa tarde, boa noite ou boa madrugada. Continuando o assunto de investimentos, vamos conversar sobre um item bem importante e que poucos se atentam: o risco.

Retirado do dicionário online Michaelis, temos o conceito de risco:

Tem um conceito diferente de risco que gosto muito que é o utilizado pelo PMI (Project Management Institute):

  • Risco é “um evento ou condição incerta que, se ocorrer, provocará um efeito positivo ou negativo nos objetivos de um projeto.

 

Ou seja, estamos falando de eventos incertos (seja positivo ou negativo) e aqui que quero chegar e refletir um pouco com vocês.

Quando falamos em investir, principalmente em renda variável temos três perfis:

    1. As pessoas que associam a um alto risco e por isso não investem.
    2. Aquela parte dos que investem e acabam esquecendo do risco e realizam apostas elevadas a fim de conquistar bons lucros.
    3. Os que estudaram, sabem fazer uma boa gestão e entendem o que fazem

 

Nas duas primeiras situações nós temos pessoas acabam indo para os extremos. E bem… extremos geralmente não são bons. E seguem nesse caminho justamente porque não sabem ou não entendem como aplicar uma adequada estratégia para reduzir o risco da carteira. E para isso utilizamos o gerenciamento do risco.

 

Gerenciamento do risco, nada mais é do que entender os riscos envolvidos e criar mecanismos para que esses riscos causem um menor impacto negativo ou que gerem algum impacto positivo. Parece algo difícil, mas não é, vamos ver como funciona.

 

Inicialmente, para começar essa tarefa, você precisa conhecer seu perfil de investidor, ou seja, o quanto você se  sente confortável com renda variável. Isso é muito pessoal e não tem receita de bolo.

 

Algo que pode te ajudar é: O quanto seu patrimônio poderia reduzir a ponto que você não se sentiria desconfortável ? Algumas pessoas poderiam responder 10%, outras 60%, outras 35%, e assim por diante. A partir disso você passa a ter uma ideia do tipo de ativo que você pode ter e em quais porcentagens.

 

Veja que estamos falando do seu patrimônio, então dificilmente você estará 100% em renda variável, principalmente se tiver uma boa porcentagem em ações e fundos imobiliários mais arriscados.

 

Você sabe qual o seu perfil? 

 

Isso é o seu ponto de partida. Saiba que o seu perfil vai alterando ao longo dos anos, podendo se tornar mais ou menos agressivo. A quantidade de conhecimento e experiência acumulada no mercado também poderão dar tranquilidade para você tomar mais risco. Só não vai querer arriscar mais do que pode suportar heim!! Investimento tem que dar tranquilidade e não desespero.

 

Assim podemos chegar a conclusão que quanto mais renda fixa você tiver, menor será a volatilidade do conjunto do seus ativos, menor será o risco e menor será o seu retorno. Isso teoricamente, pois uma carteira bem montada pode ter um risco ok e um bom retorno, assim como uma carteira com alto risco pode dar pouco retorno.

 

Então, como bons investidores que seremos, nós não podemos ter só renda fixa.  Desse modo, temos que ter uma parte em renda variável e aqui voltamos ao item “estudo” (Lembra do ciclo? Se não lembra, clique aqui). Torna-se importante estudar os ativos de renda variável (ações e fiis) e entender como funcionam. A partir disso, estudar as futuras empresas e fundos que estarão em sua carteira e aos poucos aumentar a porcentagem da renda variável em relação ao total.

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Ah.. antes de passar para o segundo item gostaria de alertar de um fator importante que discutiremos mais futuramente em outro artigo: emoção. É a sua pior inimiga. Ela é uma das maiores causas das perdas e pode acabar totalmente com sua estratégia.

 

Assim, bora discutir outro ponto bem interessante para gerenciar riscos que é a DIVERSIFICAÇÃO. Quem diversifica, tem menores preocupações. Vamos para dois exemplos práticos:

 

Começamos com uma suposta carteira de R$ 1000,00 (800 reais ações  e 200 reais renda fixa):

  1. Imagina você ter 2 ações em igual porcentagem (50/50), ou seja, cada ação representa 400,00 do seu patrimônio, ok ? 800,00 / 2 = 400,00.  Se acontecer dessas duas empresas passarem por dificuldades e cada uma delas cair 50%, você terá perdido 400,00 reais ( -200,00 de cada empresa). Seu conjunto de ações saíram de 800 para 400. Você tinha 1000,00 e agora tem 600,00 (400,00 ações + 200,00 renda fixa).
  2. Imagina agora você ter 10 ações na carteira e igual porcentagem (10% cada), em outras palavras, cada ação representa 80,00 do seu patrimônio, ok ? 10 ações x 80,00 cada = 800,00.  Se acontecer de duas empresas passarem por dificuldade e cada uma delas cair 50%, elas passarão a ser 40,00 cada, logo, você perdeu 80,00 (- 40,00 de cada empresa). Seu conjunto de ações saíram de 800 para 720. Você tinha 1000 e agora tem 920 (720,00 ações + 200,00 renda fixa).

 

A imagem abaixo ilustra o que escrevi acima, como dizem “uma imagem vale mais que mil palavras”:

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Será que diversificar não é importante?

 

Esse exemplo de ação, serve para FII ou para qualquer ativo. Então vamos diversificar para ficar tranquilos.

Alguém agora pode dizer: “Mas se eu diversificar menos e uma das ações supervalorizar, eu vou ganhar muito dinheiro”. E está correto, PORÉM, o risco é muito grande. E se não se valorizarem? E se cair 80%, você vai aguentar? Então a regra aqui é: Vai no simples e não fica inventando moda. Nós investimos para ficarmos tranquilos e termos liberdade financeira no futuro.

 

Lembrar também que diversificar significa diluir o risco, pois você estará exposto a mais ativos e a chance de você sofrer perdas, será menor. Novamente o exemplo da última imagem ilustra muito bem isso.

 

Esse ajuste também está englobado no item gerenciar.  Vê como não é algo de outro mundo e, por incrível que pareça, a maioria das pessoas não realizam essas tarefas simples e que fazem muita diferença. E por esse motivo é que muitas pessoas nem começam na renda variável: por não saberem que existem simples “técnicas” para manter o controle e colocar seu dinheiro para trabalhar para você com mais segurança e paz.

 

O que quero que você leve desse texto é: TODOS podem e devem investir com segurança. Não é difícil, mas requer dedicação, estudo e paciência.

 

Nós da equipe 500 pratas (#team500pratas) tentamos simplificar o máximo a nossa forma de investir. Fazemos isso porque entendemos que não é o complicado ou aplicar centenas de indicadores ou as trocentas técnicas que vão te ajudar a conseguir investir bem.

Termino esse texto com uma frase de Warren Buffett, um dos maiores investidores americanos

 

“Não é necessário fazer coisas extraordinárias para ter resultados extraordinários.”

 

por Bryan Reis ( @bryan_reis_hold )

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1 Comment

  1. Anônimo disse:

    Simplesmente fantástico o artigo, show de bola amigo!

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